O mercado de tráfego pago foi pego por uma mudança significativa no início deste mês. Se você é um gestor de marketing ou dono de empresa que preza pela eficiência do capital, precisa entender o novo Budget Pacing do Google Ads.
A Matemática por trás da mudança
O Google sempre utilizou a métrica de 30,4 (a média de dias em um mês) para calcular o limite de cobrança. Se você define R$ 100/dia, ele entende que pode cobrar até R$ 3.040 no mês.
A grande diferença é que, para quem usava programação de anúncios (Ad Scheduling), o sistema costumava ser mais conservador. Se você não anunciava aos sábados e domingos, dificilmente o Google conseguia “compensar” todo esse valor nos dias úteis.
O fim do orçamento “poupado”
A partir de 1º de março de 2026, o algoritmo mudou a agressividade. O Google agora ignora se você tem dias de pausa e tenta atingir o teto dos 30,4 dias a qualquer custo.
Para negócios locais, clínicas ou B2B que operam apenas em horário comercial, isso é um risco real. O sistema vai entrar em um leilão muito mais disputado para garantir que o orçamento seja gasto, o que naturalmente eleva o CPC.
Como mitigar o impacto?
- Redimensionamento de Verba: Se o seu objetivo é gastar R$ 2.000 e você anuncia apenas 20 dias no mês, seu orçamento diário configurado não deve ser R$ 100, mas sim um valor menor, ajustado para a nova agressividade do algoritmo.
- Análise de Frequência: Monitore se o aumento do gasto está trazendo leads qualificados ou apenas “limpando” o inventário do Google com cliques mais caros.
- Gestão de Pacing: O controle precisa ser semanal. Esperar o final do mês para ver o extrato pode custar caro.
Na Ípsilon, acreditamos que a transparência sobre como as plataformas operam é o que diferencia um investimento de uma aposta. Fique atento aos seus dashboards nas próximas 72 horas.
Até a próxima!
